Consulte o nosso arquivo de notícias.
ARQUIVO
ABORTO
DESTAQUES
BREVES
Portugal sem meios para cumprir nova lei do aborto
Falta de médicos nos hospitais e clínicos que rejeitam prática do aborto está a obrigar a que as interrupções voluntárias de gravidez só possam ser feitas na área de residência das mulheres que pretendem abortar. Mas nem todas as áreas de residência estão dotadas de meios...
10 de Junho: Depois de decidir em referendo a legalização do aborto, mediante algumas regras definidas, Portugal confronta-se com a falta de meios para praticar a nova lei.
Há hospitais sem meios, sem médicos especializados, e outros clínicos que se recusam a fazer interrupções voluntárias de gravidez. Perante este cenário, as unidades de saúde vêem-se obrigadas a restringir a prática de abortos a grávidas residentes na zona.
O hospital de Santa Maria, em Lisboa, a maioria dos médicos não vai atender população de outros distritos. "Se uma mulher vier do Porto para ser atendida por nós, não venha, porque vai bater com o nariz na porta", diz o director do serviço de ginecologia, Luís Graça, ao Diário de Notícias.
O ministro da Saúde, Correia de Campos, deverá regulamentar a lei da interrupção voluntária da gravidez já na próxima semana. No entanto, permanecem dúvidas sobre a exequibilidade do novo quadro legal. E há uma certeza: Portugal ainda não reuniu os meios necessários para garantir uma resposta à lei.