Automedicação é perigo para saúde pública
Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia alerta para o facto de que a automedicação com anti-inflamatórios não esteróides, para o alívio da dor, é responsável pela morte anual de milhares de pessoas.
3 de Maio: A automedicação com este tipo de fármacos pode levar a complicações gastrointestinais, como hemorragias digestivas e perfurações gástricas levando muitas vezes a internamento hospitalar.
Segundo dados estatísticos revelados, cerca de 26 por cento da população portuguesa decide-se pela automedicação, recorrendo maioritariamente a anti-inflamatórios, para o alívio da dor.
Hermano Gouveia, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia e Chefe de Serviço de Gastrenterologista dos Hospitais Universitários de Coimbra esclarece "cinco por cento dos doentes hospitalizados por complicações do tracto gastrointestinal, provocadas pelo consumo de anti-inflamatórios não esteróides, acabam por morrer".
"É fundamental educar, não só os doentes portugueses, como também os médicos, alertando para os perigos da automedicação e da errada prescrição deste tipo de medicamentos", considera ainda Hermano Gouveia.
"Apesar de se tratar de medicamentos que podem ser adquiridos sem receita, não devem ser utilizados sem aconselhamento médico", alertou.
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