Câmara de Lisboa 'oficializa' eleições intercalares
PSD e PS passaram das palavras aos actos e entregam as renúncias dos vereadores que representam os partidos. A partir da meia-noite de hoje, a Câmara de Lisboa fica sem executivo e pronta para disputar eleições intercalares.
9 de Maio: A crise que a autarquia da capital vive conheceu hoje um capítulo decisivo para o regresso à normalidade. A maioria dos vereadores do PSD e todos os que representam o PS entregam à meia-noite de hoje as declarações de renúncia aos mandatos e abriram caminho para novo acto eleitoral.
Segundo adiantou uma fonte da autarquia, o Bloco de Esquerda e o PCP também se preparam para seguir as pisadas de socialistas e sociais-democratas, depois da reunião ordinária de hoje. Já Anacoreta Correia, do CDS-PP, só apresenta a renúncia na próxima semana.
Sem abandonar o cargo continuam os seis eleitos com o apoio do PSD: o presidente Carmona Rodrigues, Pedro Feist, Remédio Pires, os vereadores suspensos Fontão de Carvalho e Gabriela Seara, assim como o independente Fernando Santana.
Estes seis eleitos, os dois do PCP e o vereador do CDS-PP seriam suficientes para fazer funcionar o executivo. No entanto, dadas as suspensões de Fontão de Carvalho e Gabriela Seara, não é possível reunir um plenário com um mínimo de nove vereadores.
Os processos tendentes à marcação de eleições ainda não se iniciaram e desconhece-se também se a Assembleia Municipal será dissolvida.
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