Seis renúncias deixam Câmara mergulhada no caos
Seis vereadores do PSD na Câmara de Lisboa renunciaram aos cargos. O presidente Carmona Rodrigues, arguido no caso-Bragaparques, recusa demitir-se, mas o cenário de eleições intercalares é provável. Fontão de Carvalho segue outro caminho: “Câmara não cai por minha causa”.
4 de Maio: Em conferência de Imprensa nos Paços do Concelho, a vice-presidente da autarquia, Marina Ferreira, foi a voz dos seis vereadores sociais-democratas, que renunciaram aos mandatos. Além desta decisão, Marina Ferreira disse que Carmona Rodrigues não tem intenção de formar uma nova equipa com os suplentes: "O presidente não vai a jogo com segundas ou terceiras equipas".
Esta decisão deverá provocar a convocação de eleições intercalares para autarquia, mas ainda não há certezas absolutas, por se desconhecer se os suplentes eleitos na lista social-democrata também seguem as indicações de Marques Mendes.
Em declarações à Agência Lusa, Fontão de Carvalho, independente, mas eleito pelas listas do PSD, adiantou que não sairá. "A Câmara não cairá por minha causa. Não contem com a minha renúncia para fazer cair o executivo", afirmou o vereador, que se encontra com o mandato suspenso.
Na conferência de Imprensa de ontem, Carmona Rodrigues relevou "confiança na Justiça portuguesa" e manifestou-se de consciência tranquila: "Se há corrupção, que se investigue. Dei a cara por Lisboa. Quiseram manchar a minha cara. Sinto-me ferido na minha honra. Antes de ser acusado, já sofro as consequências de ilegalidades que não cometi".
Depois das declarações de Carmona, Marques Mendes reafirmou, em entrevista a Judite de Sousa, na RTP1, que "o actual executivo não tem condições políticas para continuar" e ameaçou retirar a confiança política aos vereadores que permanecessem em funções.
Mas os vereadores do PSD com funções na Câmara Municipal de Lisboa seguiram as indicações do líder do partido e decidiram renunciar aos cargos, com as excepções do vereador da Cultura, de Carmona Rodrigues e de Pedro Feist.
O presidente da Câmara está agora num beco sem saída: arguido no caso-Bragaparques, sem apoio do PSD, com dois vereadores suspensos, suspeitas de corrupção no processo da EPUL e com a oposição a reclamar novas eleições.
A oposição exige também que a Assembleia Municipal seja dissolvida, considerando que não faz sentido separar os órgãos num cenário de intercalares.
Consulte o nosso arquivo de notícias.
ARQUIVO
OFERTAS DE TRABALHO
Encontre as novas ofertas de emprego, ou o profissional que a sua empresa procura. Na página Emprego, estão
reunidas as notícias do mercado de trabalho e algumas ligações para sites fundamentais desta área. Entrar
CiberEmprego
LISBOA
DESTAQUES