"Carmona não é arguido", diz secretário-geral do PSD
Sociais-democratas desmentem que o presidente da Câmara de Lisboa seja arguido no caso-Bragaparques. "Carmona Rodrigues não foi ouvido e não é arguido", diz o secretário-geral Miguel Macedo. Já Filipe Menezes, líder da autarquia de Gaia, defende a demissão do seu homólogo.
27 de Abril: O PSD desmente que Carmona Rodrigues vai responder como arguido no processo que está a atormentar a Câmara Municipal de Lisboa. O secretário-geral Miguel Macedo afirmou hoje que "Carmona não foi ouvido, nem é arguido", escusando-se a prestar mais esclarecimentos, por não poder "antecipar posições no momento".
O líder do partido, Marques Mendes, foi mais cauteloso, recusando qualquer comentário, hoje, à entrada para a Assembleia da República, onde decorreu o debate mensal com o primeiro-ministro. Por seu turno, Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara Municipal de Gaia, defende a demissão de Carmona Rodrigues, propondo a candidatura da Marques Mendes para o cargo.
A postura política adoptada pelo PSD prevê que os autarcas arguidos devam suspender os respectivos mandatos, tal como fizera o vice-presidente Fontão de Carvalho e a vereadora do Urbanismo Gabriela Seara, arguidos no caso-Bragaparques.
No entanto, Carmona Rodrigues, apesar de ser apoiado pelos sociais-democratas, candidatou-se como independente e pretende manter-se em exercício. O processo Bragaparques resulta de uma permuta dos terrenos municipais da Feira Popular, com outros localizados no Parque Mayer, que eram detidos por esta empresa com sede em Braga. Esta troca de bens, alegadamente, prejudicou a autarquia lisboeta.
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