O socialista António Costa foi eleito presidente da Câmara de Lisboa, sem maioria. Segundo as primeiras projecções, o independente Carmona Rodrigues superou Fernando Negrão, do PDS, e Telmo Correia (CDS-PP) não foi eleito.
As sondagens prometeram e o resultado das eleições intercalares cumpriu: António Costa vai governar Lisboa nos próximos dois anos, sem maioria, o que poderá obrigar o socialista a uma coligação pós-eleitoral, para conseguir a estabilidade que reclamar, quando pedira a maioria que não conseguiu.
As primeiras projecções avançadas pelos principais órgãos de Comunicação indicam que António Costa elege entre seis e sete vereadores, num acto eleitoral que fica marcado pela forte abstenção (cerca de 60 por cento) e pelas derrotas do PSD e do CDS-PP.
O candidato centrista, Telmo Correia, não granjeou os votos suficientes para se tornar vereador, enquanto o social-democrata Fernando Negrão foi o terceiro mais votado, atrás de Carmona Rodrigues. PSD e CDS-PP não evitam, assim, uma derrota eleitoral.
Deste acto, marcado pela abstenção elevada (o que também não surpreende), há a destacar os dois vereadores eleitos pela lista independente de Helena Roseta e também a eleição de José Sá Fernandes, do Bloco de Esquerda.