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Apito Final: Federação aceita decisão do Conselho de Justiça e notifica Liga
A Federação deixa em aberto a legalidade da decisão do Conselho de Justiça e "está a notificar as entidades envolvidas, para que estas tomem as decisões que entenderem", refere Paulo Relógio, do departamento jurídico da FPF. Madail anuncia a abertura de um processo de averiguações para investigar o que se passou na reunião de sexta-feira, encontro polémico que examinou os recursos do Boavista e de Pinto da Costa, no âmbito do processo Apito Final.
A Federação está a enviar notificações aos clubes e entidades interessadas - entre as quais a Liga de Clubes - das decisões que saíram da polémica reunião do Conselho de Justiça.
Paulo Relógio não toma posição sobre a legalidade ou ilegalidade da decisão que saiu desse encontro de cinco conselheiros, após Gonçalves Pereira, presidente do CJ, ter encerrado os trabalhos.
"Não cabe aos serviços jurídicos decidir, nem poderei responder. Dizer se é legal ou não significa tomar uma decisão. Quem tem competência para responder é o Conselho de Justiça, a Assembleia-Geral, ou os Tribunais", disse Paulo Relógio.
A pergunta impunha-se: quantas reuniões existiram, segundo a Direcção da FPF: uma ou duas? "Não há duas reuniões, mas uma reunião com dois momentos. As divergências levaram a que cada um decidisse à sua maneira. Os membros entenderam tomar decisões. Caberá aos Tribunais decidir se são válidas ou inválidas".
Alguns vogais entenderam que a reunião poderia prosseguir, suspendendo Gonçalves Pereira, e agora "cabe aferir se o quórum maioritário legitima a decisão, ou se o presidente encerrou a reunião".
Este reencaminhamento para os Tribunais implica que não haverá mais análises aos recursos do Boavista e de Pinto da Costa, pelo que a decisão é, em termos desportivos, definitiva.
À hora da conferência de Imprensa, os serviços da Federação estavam "a preparar as notificações, para que cada entidade interessada possa tomar decisões", sendo que a Comissão Disciplinar da Liga é uma delas.
A UEFA não será notificada, porque "não é parte interessada". No entanto, segundo Paulo Relógio, "receberá toda a informação que solicitar". O processo que determinou a presença do FC Porto na Liga dos Campeões pode ser reaberto.
O presidente da FPF, Gilberto Madail, anunciou a abertura de "um processo de averiguações aos factos ocorridos na sexta-feira, conduzido por alguém estranho à Federação, cujas conclusões serão apresentadas ao presidente da Assembleia-Geral".
Madail lamenta "lamentáveis acontecimentos e confronto mediático do fim-de-semana", com "profunda consternação", que "nada dignificam o futebol português".
"O que se passou é inaceitável. Os membros do CJ têm a responsabilidade de corrigir a má imagem. Apelo a todos os seus membros que nos dêem um sinal nesse sentido", referiu Madail, que não respondeu a perguntas.
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DECISÃO