Governo socialista recupera maioria
Apesar do aumento do desemprego e perdas de competitividade e poder de compra, o Governo recuperou a maioria, crescendo três por cento, para 46,8. São dados do barómetro TSF/DN, que indicam uma ligeira quebra do PSD (27,3 por cento). A CDU cai de forma acentuada.
25 de Maio: Se as eleições se realizam hoje, o PS conseguiria 46,8 pontos percentuais (o melhor valor de 2007), mais 3,5 por cento do valor que esta sondagem revelou em Abril. Curioso é o facto de Sócrates ver aumentado o número de votos numa altura em que está mais afastado das lides mediáticas.
Depois de conhecidos factos pouco abonatórios para a liderança socialista - Portugal é ultrapassado por Chipre e por Malta no ranking da competitividade, regista-se a maior queda de poder de compra das últimas décadas uma subida do desemprego -, o Governo, mais do que segurar o eleitorado, recupera das ligeiras descidas que vinha registando.
Já o PSD assegura 27,3 por cento, um nível muito idêntico, em comparação com Abril: menos um ponto percentual. O grande ‘derrotado’ deste barómetro é mesmo a CDU, que cai cinco por cento e é alcançada pelo Bloco de Esquerda (também estável), ambos com oito por cento.
O CDS-PP de Paulo Portas consegue subir o ponto que o PSD perdeu. Uma curiosidade, certamente, mas também um sinal de que o eleitorado insatisfeito com a liderança de Marques Mendes pode encostar ao centro-direita e dificultar a missão do líder social-democrata, abrindo caminho para uma nova vitória socialista nas legislativas de 2009.
Uma curiosidade é o facto de Jerónimo de Sousa passar a ser o líder com maior popularidade. O partido que mais desce é aquele que é comandado pelo secretário-geral mais popular. Francisco Louçã está no segundo posto, José Sócrates segue-se, subindo relativamente a Abril, e Paulo Portas ocupa o último lugar nesta classificação. Ribeiro e Castro, anterior líder do CDS-PP, era menos impopular.
Este barómetro foi realizado pela Marktest para a TSF e para o Diário de Notícias, entre os dias 15 e 18 de Maio, resultando de 801 entrevistas telefónicas a maiores de idade.
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