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Reforma educativa do Governo criticada em São Marcos
Junta de São Marcos (Sintra) aprova moção onde tece críticas à reforma que o Governo está a desenvolver na área da educação. A autarquia culpa o Poder Central de promover a desertificação da freguesia, ao encerrar a EB 2,3 Rainha Dona Leonor.
A população de São Marcos está revoltada com o encerramento da EB 2,3 local e a Junta de Freguesia já tomou as medidas que estão ao seu alcance: aprovou uma moção onde expressa esse sentimento e exige medidas.
A autarquia culpa o Governo de promover a desertificação da freguesia, retirando, a médio prazo os 7.º, 8.º e 9.º anos da Escola Básica Integrada 2,3, ''uma infra-estrutura essencial'' para as crianças e jovens prosseguirem a sua formação académica.
Desse modo, a edilidade exige ''que se tome medidas, no sentido de fixar a população escolar em São Marcos, através da criação de mais salas de aula na freguesia, que comportem o previsível o aumento demográfico''.
Ao mesmo tempo, refere a moção aprovada, exige-se ''que sejam criadas condições para que, a partir de 2008/2009, nenhuma criança seja obrigada a sair da freguesia para ter acesso ao sistema educativo público, garantindo-se a oferta até ao 9º ano''.
''Apesar de inserida na cidade de Agualva-Cacém, São Marcos e os seus núcleos populacionais têm em relação ao resto da cidade uma barreira geográfica importante, o IC 19. Assim, a deslocação implica a utilização de viatura ou de transportes públicos, estes em muitos casos insuficientes'', refere a moção.
A Junta de Freguesia lamenta ''que o Governo não informe as autarquias sobre os assuntos do seu interesse'' e acusa o executivo de José Sócrates de ''nada fazer'' para incentivar à permanência dos jovens nas instituições de ensino da freguesia.