Governo: Adesão à greve atingiu 12,8 por cento
Nos primeiros números divulgados, o Governo garante que, na Administração Pública, a adesão à greve geral não ultrapassou os 12,8 por cento. O líder da CGTP não comenta estes dados.
30 de Maio: O secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, declarou ao início da tarde que os números "apontam para níveis de adesão inferiores a outras greves convocadas no passado recente".
"De 227 mil trabalhadores que já foram registados nas nossas bases de dados pelos serviços públicos em todo o País, que já é um universo significativo em relação ao total da Administração Central, há um nível de adesão da ordem dos 12,8 por cento", revelou João Figueiredo.
Por seu lado, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos desvalorizou o impacto da greve. "Esta não é uma greve geral e está a ter algum impacto parcial nalguns sectores. As greves gerais paralisam os países mas Portugal não está paralisado", disse.
Apesar do secretário-geral da Inter Sindical, Carvalho da Silva, não ter apresentado números, rejeitou o ponto de vista do Governo: "Uma greve geral caracteriza-se por abranger, de forma diferenciada, os diversos sectores e todas as regiões do país".
"Seria a primeira vez na história do movimento operário que aparecesse um Governo a dizer que a luta dos trabalhadores teve impacto. Compete aos portugueses fazer a leitura sobre a realidade", adiantou Carvalho da Silva.
O dirigente sindical ainda se referiu ao Governo de José Sócrates, lamentando que "não cuide dos problemas das pessoas, não governe para as pessoas e faça uma governação por números". A CGTP marcou a greve geral para exigir uma alteração nas políticas económicas e sociais de modo a garantir aos portugueses melhores condições de vida e de trabalho.
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