Greve geral prejudica Transportes e Saúde
Greve geral organizada pela CGTP prejudicou alguns serviços, nas áreas da saúde, dos transportes e da recolha de lixo, sobretudo. Segundo a Comissão Executiva da CGTP, a adesão atingiu os 100 por cento na madrugada de hoje.
30 de Maio: O dia-a-dia dos portugueses foi afectado com a acção de protesto, convocada para hoje. O aumento do trânsito e a ausência de transportes públicos foram sentidos, sobretudo na parte da manhã. Segundo dados da Comissão Executiva da CGTP, durante a manhã a paralisação atingiu os 80 por cento.
Na Saúde, em algumas das principais unidades hospitalares do País, assim como no Instituto Nacional de Emergência Médica, o panorama também foi negro. Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, a adesão foi total.
Já nas Câmaras Municipais e repartições públicas, verificou-se, igualmente, uma paralisação muito significativa, visível na acumulação de lixo, cuja recolha está a cargo dos municípios.
A ausência de serviços mínimos provocou uma reacção do o secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e das Comunicações. Em declarações à TSF, Paulo Campos afirmou que "este incumprimento dos serviços mínimos não passará em branco".
Os principais motivos que levaram a CGTP a marcar este protesto são o aumento do desemprego e da precariedade, as perdas salariais e de direitos e o agravamento das desigualdades sociais. Esta greve geral foi ratificada em plenário de sindicatos a 18 de Abril, depois de aprovada na véspera pelo Conselho Nacional.
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