DESTAQUES
Copyright 2006 © 'Fcinco - Comunicação e Design' Todos os direitos reservados
HOME       OBJECTIVO      INFORMAÇÕES       CRONOLOGIA       AVISO LEGAL
DÍVIDAS AUMENTAM 13 POR CENTO
Hospitais sem dinheiro para pagar às farmacêuticas

No primeiro semestre de 2008, as dívidas dos hospitais públicos às farmacêuticas aumentaram 13 por cento, passando de 639 para 724 milhões de euros. As administrações justificam-se, alegando que as seguradoras e a ADSE estão em incumprimento para com os hospitais.

Os hospitais públicos não têm meios financeiros para pagar à indústria farmacêutica e em apenas seis meses as dívidas cresceram 13 por cento, segundo números do Diário Económico, baseados num relatório da Apifarma.

De Janeiro a Junho de 2008, esse débito aumentou 85 milhões de euros, cifrando-se agora nos 724 milhões, quando no final de 2007 a dívida acumulada era de 639 milhões.

Além de não serem capazes de abater esse passivo, os hospitais vêem o problema agravar-se todos os anos e culpa as seguradoras e a ADSE. Estes sistemas de saúde estatais e privados também não pagam as dívidas aos hospitais.

Por outro lado, os limites de endividamento impedem os hospitais de recorrer ao crédito para saldar dívidas e ultrapassar os problemas de tesouraria mais prementes.

"Precisamos que a ADSE, as seguradoras e os subsistemas sejam rápidos a pagar, senão temos problemas de tesouraria. Faltam-nos instrumentos financeiros para contrair empréstimos bancários", justifica António Serrano, presidente do Hospital de Évora, ao Diário Económico.

"Dos 73 milhões de capital social, só temos disponível 14 milhões, sendo esta a referência usada para definir o nosso limite de endividamento", acrescenta.

No entanto, Manuel Gonçalves, vice-presidente da Apifarma, associação que tutela a indústria farmacêutica, considera que "o verdadeiro problema é a tesouraria dos hospitais", apesar de a situação estar "controlada".

O Hospital de Setúbal é o que demora mais tempo a pagar: 38 meses, o que corresponde a mais de três anos. Ricardo Luz, presidente do IPO Lisboa, refere que pagar tarde é má política.

"O IPO de Lisboa demora menos de três meses a pagar aos fornecedores. E tem vantagens financeiras por demorar pouco tempo a pagar. Dantes, pensava-se que 'pagar tarde saía barato', mas hoje já não", explica, ao DE.

© Ciberjunta