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Infarmed desmente falta de medicamentos nos hospitais
Federação Nacional dos Médicos acusa as marcas de medicamentos de optarem pela exportação - em virtude dos maiores lucros que obtêm -, o que provoca uma escassez de fármacos em Portugal. Infarmed não confirma e garante que está vigilante.
O psiquiatra Bernardo Ribeiro, que exerce no Hospital Garcia de Orta, garantiu em entrevista ao Rádio Clube Português um caso de uma paciente que teve de aguardar duas semanas por um fármaco que tinha de lhe ser ministrado.
Esta situação, que poderia ter causado graves problemas de saúde, pode não ser única. A Federação Nacional dos Médicos denuncia uma lógica mercantilista que está a prejudicar os serviços de saúde.
Segundo o Infarmed, não se verifica falta de medicamentos em Portugal, o que contraria a Federação Nacional dos Médicos, que acusa as marcas de preferirem os lucros da exportação, mesmo colocando em causa o equilíbrio das reservas nacionais.
A Autoridade Nacional do Medicamento assegura que não tem conhecimento de qualquer episódio de falta de fármacos, de suspensão de prescrição ou de toma.
O Infarmed garante que emitirá um aviso imediato se verificar que a acusação feita pela Federação Nacional dos Médicos tem fundamento.
No entanto, subsistem falhas na área da fiscalização, o que permite à indústria farmacêutica maior espaço de manobra na gestão da quantidade de exportação. No entanto, são obrigadas a garantir produto para as farmácias nacionais.
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EXPORTAÇÃO EXCESSIVA