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Macieira de Sarnes: Dinheiro desviado, acusações e promessas de vingança
Tesoureiro da Junta de Freguesia de Macieira de Sarnes (Oliveira de Azeméis) acusa presidente de retirar dinheiro dos cofres da autarquia. O líder do executivo, Narciso Pinho, refuta a acusação, mas confirma que houve desvio de verbas. A crise política está instalada e o autarca quer vingar-se...
Desvio de verbas, trocas de acusações, crise política, promessas de vingança. A realidade na Junta de Freguesia de Macieira de Sarnes está longe de ser pacífica e só o caminho a seguir - eleições antecipadas - poderá refrear os ânimos.
O presidente Narciso Pinho vai recandidatar-se ao cargo, depois de ter sido acusado pelo tesoureiro de mexer nos cofres da Junta. "Tenho de me vingar daquilo que me fizeram", justifica, em entrevista ao Correio de Azeméis.
"Tivemos muitos desentendimentos de trabalho. A situação agravou-se porque o tesoureiro [José Ernesto Silva] era muito desconfiado. Acusava-me de tudo e fez muitas coisas que não aceitei. Esta história foi evoluindo negativamente, até que chegou o desentendimento total", conta.
As divergências estão relacionadas com dinheiro que desapareceu da autarquia: "Fui acusado pelo tesoureiro [Vítor Brandão] de ter desviado dinheiro. É verdade que houve falta dinheiro, mas não foi da minha parte. Nunca tirei um tostão".
Narciso Pinho adianta que "o primeiro roubo foi superior a dois mil euros", sendo que "depois houve vários desvios em tranches de 100 euros, 60 e 50, que nunca chegaram a ser contabilizados no total pelo tesoureiro".
O presidente não sabe quem é o culpado pelo 'assalto' às contas da autarquia: "Não posso acusar porque não tenho provas. Além de mim só entravam no edifício da Junta mais três pessoas. Se calhar, se eu dissesse um nome até era capaz de ter razão, mas para evitar problemas é melhor não dizer".
O líder do executivo diz-se "maltratado, ameaçado" e revela que "a desconfiança era tão grande que, se tivesse respondido a todas as provocações, muito provavelmente já não estaria neste mundo".
Nesse sentido, sente-se traído. "Pensava que José Ernesto e Vítor Brandão eram meus amigos e afinal enganei-me. Na hora mais aflitiva roeram a corda. Agora, tenho de me vingar daquilo que me fizeram e cumprir o que prometi que fazia neste mandato".
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OLIVEIRA DE AZEMÉIS