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Madeleine McCann: "Ministério Público revela que Kate e Gerry não têm culpa"

Procuradoria-Geral da República decide arquivar o processo de investigação do desaparecimento de Madeleine McCann, "por não se terem obtido provas da prática de crime". O advogado de Kate e Gerry, Rogério Alves, defende que esta é uma absolvição por parte do Ministério Público.

O processo de investigação do desaparecimento de Madeleine MacCann foi arquivado pela Procuradoria-Geral da República, por despacho proferido pelos dois magistrados do caso.

O advogado dos McCann, Rogério Alves, refere que esta decisão tem um significado: "O Ministério Público entende que o pai e a mãe nada têm que ver com o desaparecimento. Infelizmente para Kate e Gerry, eles continuam sem saber onde está a filha, se viva ou morta, e porque foi levada daquela casa".

Rogério Alves considera que esta decisão do Ministério Público tem aspectos positivos e negativos: "Já que o processo seguiu este caminho, será bom para os pais porque deixam de ser arguidos. Mas será mau porque não conhecem o que sucedeu à filha".

O advogado revela que os pais "têm apenas a satisfação secundária de saber que, para o Ministério Público, Kate e Gerry não têm qualquer culpa", o que surge após um julgamento popular e mediatizado.

"Criou-se uma imagem vil de um casal, criou-se a imagem de que poderiam fazer mal aos próprios filhos. Infelizmente, faltou descobrir o paradeiro de Madeleine", acrescentou o causídico.

O advogado considera que a Polícia Judiciária "fez o que esteve ao seu alcance" e não pode ser alvo de críticas. "Não estão em causa críticas aos investigadores", afirmou Rogério Alves.

Este arquivamento do inquérito relativo ao desaparecimento da criança é justificado pela Procuradoria-Geral da República "por não se terem obtido provas da prática de qualquer crime por parte dos arguidos".

Kate e Gerry foram acusados de morte e ocultação de cadáver de Madeleine e, tal como Robert Murat, considerados arguidos, estatuto que termina agora agora.

A medida implica a cessação da condição de arguido de Robert Murat, Gerry McCann e Kate Healy, "declarando-se extintas as medidas de coacção impostas aos mesmos", segundo nota da Procuradoria. 

Apesar de arquivado, o caso-Maddie pode ser reaberto pelo Ministério Público, caso surjam novas provas ou dados que possam abrir caminho a uma nova investigação.

"O inquérito pode ser reaberto pelo Ministério Público, ou a requerimento de algum interessado, se surgirem novos elementos de prova que originem diligências sérias, pertinentes e consequentes", refere a PGR.

Chega deste modo ao fim um capítulo da investigação do caso, que promete continuar a suscitar a atenção das entidades judiciárias. Chega ao fim com mais perguntas do que respostas.

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