Ministro da Economia apresenta demissão do cargo, já aceite por José Sócrates, depois de um gesto insultuoso, dirigido à bancada parlamentar do PCP. No debate do Estado da Nação, Manuel Pinho insultou a Democracia e envergonhou o primeiro-ministro.
O Estado da Nação não se reflecte nos chifres desenhados nos dedos de Manuel Pinho, mas esse gesto dirigido ao PCP parece ser um sinal da degradação moral em instituições como a Assembleia da República.
"O caso das minas de Aljustrel foi desesperante. Passámos noites sem dormir. Fico muito triste quando se põe isso em causa", justificou Manuel Pinho, que admite ter-se excedido.
Depois de uma reacção intempestiva, depois de um pedido de desculpa, Manuel Pinho apresentou a demissão, imediatamente aceite pelo primeiro-ministro, envergonhado com o incidente.
José Sócrates não perdoa o gesto de Pinho. "Nada do que tivesse sido dito justifica aquele acto. O ministro tem consciência de quanto isto afecta o Governo. Por isso, ele pediu-me a demissão e eu aceitei", afirmou o primeiro-ministro.
A poucos meses das eleições, o Governo sofre uma baixa e dá um tiro no pé. Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, acumulará a pasta da Economia.