Maioria dos obstetras não vai praticar abortos
Invocando a objecção de consciência, a grande maioria dos obstetras do Hospital de Santa Maria vai recusar-se a praticar interrupções voluntárias de gravidez. Este cenário deverá repetir-se noutras unidades de saúde, o que abre caminho para os abortos em clínicas privadas.
2 de Junho: A maior parte dos médicos do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vai invocar o estatuto de objector de consciência, para não praticar interrupções voluntárias de gravidez, previstas pela nova lei.
Entre 70 e 80 por cento dos 34 especialistas e 16 internos que exercem no serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria vai recusar-se a esta prática, sem que tal condicione o cumprimento da lei, garante o responsável do serviço, Luís Graça.
Luís Graça explica que este número corresponde ao que já esperava, mas que isso não vai pôr em causa o cumprimento da lei. "Não terei problemas para constituir pequenas equipas", afirmou o médico, que espera mais dificuldades com falta de equipamentos ou medicamentos, do que com a falta de profissionais.
Outros hospitais já fizeram também o levantamento dos profissionais que vão invocar o estatuto de objector de consciência, mas ainda não adiantaram os resultados.
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