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VIGÍLIA DA ANS
Militares proibidos de se manifestar contra o Governo
Os militares que permanecem no activo foram proibidos de participar numa vigília marcada para amanhã, em frente à residência oficial do primeiro-ministro, José Sócrates. Esta decisão por parte das chefias das Forças Armadas está a provocar uma revolta silenciosa.
Os militares que ainda exercem funções receberam ordens dos seus superiores hierárquicos para não participar no acto de protesto que está previsto para amanhã, em frente à residência de José Sócrates. Os chefes dos três ramos das Forças Armadas impediram os seus militares de se manifestarem contra o Governo.
A notícia deste silêncio obrigatório foi avançada hoje pela Agência Lusa, que se baseou em declarações de António Lima Coelho, presidente da Associação Nacional de Sargentos, entidade responsável pela organização da vigília.
O protesto de amanhã, quinta-feira, surge em função da discordância relativamente às alterações que o Executivo de Sócrates defende no processo de transição para a reserva territorial e reforma.
Os militares exigem ao Estado o pagamento de dívidas superiores a mil milhões de euros, resultantes de incumprimentos estatais nos complementos de reforma e nas comparticipações em actos médicos.