Nicolas Sarkozy vence Ségolène Royal nas sondagens
Candidato conservador Nicolas Sarkozy é o preferido dos franceses, revelam três sondagens efectuadas após o debate de quarta-feira. No entanto, a indefinição dos votos centristas, a abstenção pré-anunciada e a os indecisos poderão propiciar uma reviravolta nos resultados finais.
4 de Maio: O ex-ministro do interior consegue a mais alta percentagem das intenções de voto para este domingo, mas este dado poderá ser pouco relevante, já que permanece uma grande fatia de indecisos e a previsão de abstenção elevada, o que prejudicará o candidato melhor posicionado. O xadrez dos apoios e das dissidências tomaram uma nova dimensão após o debate televisivo desta quarta-feira.
François Bayrou, líder centrista que obteve 18 por cento dos votos na primeira volta, decidiu não orientar os seus eleitores para qualquer candidato na segunda volta. No entanto, já declarou que não vai votar em Sarkozy. A posição de Bayrou não tem influenciado os seus eleitores. Segundo as sondagens, estes inclinam-se para o candidato conservador.
A mesma posição é seguida pela maioria do 'estado-maior' do candidato centrista, que já manifestarou apoio ao conservador. Situação idêntica está a atingir os eleitores da extrema-direita. Apesar do líder da Frente Nacional ter lançado um apelo à abstenção, as sondagens indicam que os ultranacionalistas vão votar maioritariamente em Sarkozy.
Para fazer face a estas flutuações, a candidata socialista, Ségolène Royal, também com o intuito de cativar os 18 por cento do centro, já afirmou que, se for eleita Presidente, o seu Governo será composto de socialistas e centristas, onde François Beyrou "terá um lugar".
Uma declaração que não está a provocar o efeito desejado, uma vez que a candidata da esquerda não excluíra a possibilidade de Bayrou ser o seu futuro primeiro-ministro. No espaço de uma semana, a possibilidade de Bayrou é substituída pela hipótese Dominique Strauss-Khan, ex-ministro da Finanças no Governo socialista, que Ségolène considerou que poderia ser um "excelente" futuro chefe do executivo.
As sondagens continuam a apresentar como favorito Sarkozy, com cerca de 54 por cento das intenções de voto. Os erros anteriores das empresas de sondagens, que não previram em 2002 uma segunda volta presidencial entre Jacques Chirac e o candidato da extrema-direita Jean-Marie Le Pen, provocam uma certa desconfiança nos dados que hoje avançam.
Também os órgãos de Comunicação Social franceses, especialmente a imprensa escrita, têm publicado sondagens, por vezes contraditórias, de acordo com a sua linha editorial onde apoiam abertamente um ou outro candidato transformando alguns diários em verdadeiros panfletos eleitorais. Amanhã, retiram-se todas as dúvidas.
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