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Tabaco mata 457 pessoas por hora

Mais de quatro milhões de pessoas morrem anualmente devido aos efeitos do tabaco, o que representa 10 958 mortes por dia, cerca de 457 por hora, ou 7,6 por minuto.

Por entre a discussão economicista da Nova Lei do Tabaco, sobre as perdas e os ganhos do comércio, encontram-se escondidos os números do segundo maior assassino do Mundo. Prevê-se que em 2030 esses números tripliquem, o que representaria cerca de 21 mortos por minuto.

Estima-se que meio bilião de pessoas irá morrer devido aos efeitos nefastos do tabaco, o que representa mais do triplo das perdas humanas registadas nas maiores pestes e pragas dos últimos séculos.

Actualmente, o tabaco é a segunda causa de morte em todo o Mundo e o consumo está a aumentar em termos globais. A China é o maior consumidor: um em cada três fumadores é chinês.

Fumar vai passar a ser a maior causa de morte do planeta e diminuirá, em média, duas décadas de esperança de vida a cada fumador. Também será o responsável por doenças como a pneumonia, o cancro ou a tuberculose.

Em apenas meio século, numa análise aos países desenvolvidos, 60 milhões de pessoas morreram, o que significa que o hábito de fumar é mais cruel do que a Segunda Guerra Mundial.

Apesar do aumento do consumo, nos países desenvolvidos, as medidas restritivas conseguem produzir efeito, com diminuição progressiva do número de fumadores.

No primeiro dia do ano, Portugal reforça essas medidas restritivas. A 1 de Janeiro de 2008, entra em vigor a nova lei do tabaco, que impõe regras nos espaços públicos fechados.

Os cerca de dois milhões de fumadores portugueses terão mais dificuldade em alimentar o vício e passarão a enfrentar um estigma social.

A União das Empresas de Hotelaria, Restauração e Turismo aconselhou os seus associados a optar pela proibição de fumar e nove em cada dez sócios desta entidade solicitaram o dístico de estabelecimento sem fumo.

Quem prevaricar, fumando em locais proibidos, pagará uma multa, cujo valor varia entre 50 e 750 euros. Os proprietários de estabelecimentos sem sinalização enfrentam uma coima mínima de 2500 e máxima de 10 mil euros.

O desrespeito pela instalação de material de ventilação nos estabelecimentos comerciais implicará uma multa de 2500 a 250 mil euros.

Por falar em números, 84 por cento dos portugueses manifesta-se favorável à Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto.
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