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OMS: Taxa de mortalidade cai para menos de um quinto em Portugal

Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que a taxa de mortalidade em Portugal caiu a pique desde 1975, graças "a avanços no acesso aos serviços de saúde, ao crescimento económico e a um compromisso político sustentável".

Dados oficiais da Organização Mundial de Saúde colocam Portugal na lista de cinco países do Mundo (juntamente com Chile, Malásia, Omã e Tailândia) com melhores resultados no combate à mortalidade, numa análise às últimas décadas.

"O desempenho de Portugal para reduzir a taxa de mortalidade em várias faixas etárias é dos mais consistentes e bem sucedidos nas últimas três décadas", revela a OMS.

No relatório 'Cuidados de Saúde Primários - Agora Mais do que Sempre', verifica-se uma redução drástica nas taxas de mortalidade, sobretudo na infantil, onde foram detectados "progressos notáveis".

A esperança de vida à nascença é nove anos superior, com redução dos casos mortais nas diversas classes etárias. A mortalidade tem caído para metade em cada oito anos que passam.

Outro indicador relevante é a diminuição drástica da mortalidade perinatal, na ordem dos 71 por cento. As mortes de crianças com menos de um ano de idade desceram 86 pontos percentuais.

Também no que diz respeito aos óbitos de crianças a redução é significativa (89 por cento), bem como na mortalidade maternal: 96 pontos percentuais.

O estudo compara realidades desde 1970 e permite concluir que se registaram grandes avanços. No entanto, a partir de 1975, esses avanços são mais significativos: a taxa desceu para menos de um quinto.

A razão desta evolução positiva está naturalmente associada aos dados negativos que Portugal não evitava, em 1970. A margem de evolução era grande, comparada com os países mais desenvolvidos.

No entanto, a OMS enuncia três pilares onde assentam os resultados agora divulgados: "expansão das redes de saúde, um compromisso político sustentável e um crescimento económico que permitiu continuar a investir no sector da saúde".

"Portugal foi bem sucedido do desenvolvimento de um Sistema Nacional de Saúde, realidade alicerçada quando os Estados-membros da Organização Mundial da Saúde se comprometeram a proporcionar saúde para todos", pode ler-se.

"Esta evolução levou a uma evidente convergência da saúde da população portuguesa com a de outros países da Europa Ocidental", conclui o relatório, que associa a revolução democrática e o reconhecimento da saúde como direito, na Constituição do Estado democrático.

No entanto, a OMS não deixa de salientar "alguns desequilíbrios", que "surgiram ao longo dos anos, entre os cuidados hospitalares e cuidados primários". Este problema vai ser corrigido: "O primeiro ponto de contacto com os serviços de saúde aproximar-se-á dos cidadãos através das unidades de saúde familiar".

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