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Ressurreição do caso-Portucale "é campanha", diz Portas
Presidente do CDS-PP nega ilegalidades na lei do financiamento partidário, em notícias que associam o caso-Portucale à entrada de um milhão de euros no partido. "Se alguém julga que intimida o CDS com informações que falsas, engana-se", disse Paulo Portas.
16 de Junho: Nomes fictícios em recibos falsos, para justificar a entrada de dinheiro no CDS-PP, estão na origem de um caso de alegada corrupção, envolvendo algumas personalidades centristas e o próprio partido. Segundo noticiam o Jornal de Notícias e o Expresso, o partido terá recebido contrapartidas para desbloquear um empreendimento, que deu origem ao caso-Portucale.
Alegadamente, a troco de um milhão de euros que entraram no partido, foi emitido um despacho que concedeu o estatuto de utilidade pública a um empreendimento turístico em Benavente, do GES. Esta obra provocou o abate de 2600 sobreiros, numa altura em que o centrista Luís Nobre Guedes era ministro do Ambiente.
Nobre Guedes acabou por ver arquivadas as acusações que sobre si recaíam. Mas o assunto foi de novo levantado, porque surgiram suspeitas de há facturas falsas a justificar a entrada de dinheiro no partido. "Jacinto Leite Capelo Rego", nome associado a algumas anedotas, consta de um dos falsos recibos emitidos.
Segundo o líder do CDS-PP, este caso "é uma campanha difamatória" associada à proximidade das eleições intercalares em Lisboa, no próximo dia 14 de Julho. "Se alguém julga que intimida o CDS com informações que falsas e infundadas, engana-se. Entraremos na campanha com toda a força", disse Portas.
O líder dos centristas garantiu que não houve fraude na emissão de recibos: "O que recebemos depositámos. Passámos recibo do que depositámos. Estamos tranquilos nessa matéria e não sei se todos podem dizer o mesmo". Portas defendeu ainda a honorabilidade dos elementos do partido envolvidos.
"Telmo Correia não é nem foi proposto como arguido. Nobre Guedes não é nem foi proposto como arguido. Duas pessoas que têm direito ao bom nome estão a ser difamadas", lamentou.