Poder de compra regista quebra nunca vista em 22 anos
O poder de compra dos portugueses registou no ano de 2006 uma quebra sem paralelo nos últimos 22 anos, revela a Comissão Europeia. Subida da produtividade em Portugal é uma das mais baixas da Europa.
7 de Maio: Um relatório da Comissão Europeia ontem divulgado indica que o poder de compra dos trabalhadores portugueses por conta de outrem registou, ao longo de 2006, a maior descida verificada em mais de duas décadas.
De acordo com o relatório semestral, os salários reais portugueses caíram 0,9 por cento. Durante o ano de 2006, de acordo com os dados da Comissão Europeia, os salários nominais aumentaram 2,4 por cento, o que significa um abrandamento, face aos 2,9 por cento de 2005.
Esta situação foi ainda agravada pelo facto de a inflação ter acelerado de um ano para o outro. Apesar da Comissão Europeia prever uma subida de 0,4 por cento em 2007 e 0,5 por cento em 2008, a competitividade portuguesa face aos seus parceiros europeus em termos de custos deverá manter uma tendência negativa.
Além dos salários terem sofrido uma estagnação, outro factor merece destaque: a subida da produtividade continua a ser uma das mais baixas da Europa.
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