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Hospital Pediátrico de Coimbra: Média de consultas por telemedicina vai duplicar

O Hospital Pediátrico de Coimbra realizou cerca de 6500 consultas à distância, entre 2001 e 2007. Segundo o médico Eduardo Castela, que orienta o projecto e preside à Associação Portuguesa de Telemedicina, a média anual deverá aumentar substancialmente no ano em curso.

Em 2008, deverão ser feitas mais de duas mil consultas de cardiologia pediátrica através deste método, orientado por Eduardo Castela, no Hospital Pediátrico de Coimbra, que serve utentes do Centro e do Norte do País.

Esta unidade de saúde, que assinala nesta terça-feira dez anos de telemedicina, aumentou a fasquia para níveis muito superiores à média anual que apresenta desde 2001, segundo os dados disponíveis.

Até 2007, foram realizadas mais de 6500 consultas, o que representa uma média que ronda as 930 anuais. No corrente ano, esses números devem duplicar e suplantar as 2000.

A telemedicina, sistema que funciona no Serviço de Cardiologia do Hospital Pediátrico de Coimbra, funciona em rede com diversas unidades de saúde, do Centro, Norte e uma em Angola. O próximo hospital a ligar-se a esta rede será o da cidade de Mindelo, em Cabo Verde.

Este método permite uma resposta permanente em casos de doenças cardíacas e diagnóstico pré-natal, com serviço de urgência. Já foram acompanhadas à distância 200 crianças angolanas.

Graças à telemedicina, que arrancou em Coimbra em 2008, reduzem-se as esperas por uma consulta e aumenta-se a eficácia na resposta dos serviços de saúde. Por outro lado, eliminam-se as barreiras geográficas, mesmo nas regiões mais isoladas.

"Este método traz benefícios muito grandes para os utentes, porque evita deslocações para o Serviço Nacional de Saúde, permitindo reduzir custos. Para os médicos, permite formação contínua", explicou Eduardo Castela à Agência Lusa.

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